Casa Museu Padre Belo


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Casa Museu


A Casa Museu Padre Belo resulta de uma vontade expressa do Reverendo Padre Francisco Rosado Belo, quetendo constituído, ao longo da sua vida, uma importante colecção de arte, decidiu doar todo o seu espólio erespectiva casa de habitação à Santa Casa da Misericórdia do Crato.

Com o intuito de responder favoravelmente à vontade do doador e consciente da importância deste projecto, a Misericórdia decidiu levar por diante obras de ampliação e adaptação do edifício existente, de forma a garantir as melhores condições de segurança e exposição às peças deste acervo.

Com a abertura da Casa Museu Padre Belo a Santa Casa da Misericórdia vem juntar uma vertente cultural à sua acção de bem-fazer. De entre todas as valências em funcionamento na Instituição, esta, pela sua natureza cristã, humanista e artística, permitirá ajudar a formação total de todos os que nos visitarem e dela quiserem usufruir.
Um alimento para o espírito que a Misericórdia tem muito orgulho em partilhar com todos.

A Casa Museu Padre Belo apresenta um conjunto de espaços que fizeram parte da vivência mais íntima do Reverendo Padre Belo até à altura da doação, momento em que deixou de habitar a casa.
Tendo vivido neste espaço, aqui foi deixando a sua marca na forma como decorou as paredes e arrumou os móveis.
A sua formação, artística e católica, orientaram desde muito cedo, este seu intento de coleccionador de arte.

No escritório onde frequentemente recebeu quem o procurava, podemos ter contacto com a sua formação académica. De destacar neste espaço algumas fotografias de entes queridos, nomeadamente de seus pais.
No quarto de dormir podemos observar alguns objectos de uso pessoal e imagens do Menino Jesus de Praga, a quem, desde muito cedo dedicou grande devoção.
Na Sala de Jantar, outro espaço frequentemente utilizado pelo Padre Belo, podemos apreciar um conjunto de belas fianças, desta colecção.
Na cozinha da casa, para além dos artefactos tradicionais, temos uma surpreendente colecção de latas.

Um outro conjunto de salas desta Casa Museu, foi sendo preparado pelo Reverendo Padre Belo, como espaços de exposição, onde, ao longo da sua vida, foi dando forma à colecção.
Pela sua sensibilidade e fé, muito cedo se apaixonou pela Infância do Menino Jesus, realidade que se viria a reflectir na colecção que reuniu e na tese de Licenciatura.
De facto, nesta casa, teremos uma das maiores colecções de Imagens de Jesus e de todas as manifestações artísticas ligadas ao tema da Infância de Cristo, como são por exemplo os presépios.
Na Sala do Presépio podemos atestar perfeitamente a grandiosidade e beleza deste acervo artístico.
Com a Sala de Santo António, é feito o registo deste Santo Português, fortemente marcado pela devoção ao Menino Jesus.
Também a Sala de S. Francisco de Assis, nos referência o criador do primeiro presépio vivo.
Já a Sala de Nossa Senhora apresenta outra vertente desta colecção, com destaque para a Imaginária Mariana de Nossa Senhora da Conceição, Padroeira do Crato.
Na sala dos Cristos podemos apreciar um importante conjunto de calvários tendo a coroar esta representação, a imagem de Cristo Ressuscitado que como despedida para o visitante o interpela para o Mistério da Fé.


Neste espaço, o visitante será convidado a conhecer o Deus Menino na sua infância e juventude. Terá igualmente a oportunidade de recordar Maria enquanto mãe e esposa ao lado de S. José. Por fim, neste caminhar, poderá ainda o visitante, viver a paixão de Cristo que morrendo na Cruz nos libertou do pecado, e ressuscitando nos preparou o lugar junto do Pai.

Padre Belo, o Homem


Tendo nascido no Crato e feito os seus estudos curriculares normais como todos os jovens seus conterrâneos, viria a ingressar no Seminário de Portalegre, sendo ordenado Sacerdote em 13 de Julho de 1958, e celebrado a sua primeira Missa em 27 do mesmo mês. Logo nomeado coadjutor para Portalegre, viria a ser Pároco de Santana e de São Mateus do Cacheiro.Homem de permanentes estudos, e especificamente um devoto cultor da arte, viria a ser professor de História da Arte no Seminário Diocesano, complementando o trabalho docente com a paroquialidade em Sobral do Campo. Passaria mais tarde para professor de desenho no Seminário de Alcaíns.De caminheiro como ia sendo a sua vida, mas pisando os caminhos do seu pastoreio sacerdotal como um atento pesquisador e analista das tradições e costumes de uma religiosidade popular, que a tantos parece continuar estranha, o Padre Belo soube sempre pesquisar em procura do que andava perdido ou menos estimado nos lugares por onde passava, chegando a ir longe, como os Magos do Presépio, para ver um Menino Jesus, fosse onde fosse, o que o tornou num apaixonado especialista em “Meninos Jesus”. Sempre desejoso de tudo fazer pelo melhor e empenhar-se num apostolado de resgate com a mais reconhecida competência que os próprios superiores hierárquicos lhe sublinhavam, parte para Roma em 1971, onde se licenciou em Arqueologia Cristã no Instituto Pontifício.
Mais tarde viria a ser professor de Educação Visual na Escola de S. Lourenço, em Portalegre, acumulando ao mesmo tempo a missão paroquial de Fortios e Alagoa.Mereceu ser-lhe confiado o honroso cargo de Conservador do Museu Municipal de Portalegre e do Museu José Régio, desempenhando ao mesmo tempo o cargo de membro da Comissão de Arte Sacra da Diocese.O Crato não o dispensaria, entre 1977 e 1979, de que aceitasse o cargo de Presidente da Câmara Municipal, sendo ao mesmo tempo Pároco de Fortios, como viria, em 1980, a ser Pároco do Crato, Flor da Rosa e Aldeia da Mata.Longe chegaria o seu nome e a fama da sua paixão e competência de coleccionador de arte religiosa, pelo que, em 1984, seria convidado pelos Missionários da Consolata para ajudar a fundar o Museu do seu Seminário, em Fátima, podendo, a partir de então, prestar a sua colaboração pastoral como Vigário Cooperador de São Vicente e São João de Abrantes e Alferrarede.De qualquer modo, e por onde quer que a sua vida de ministério sacerdotal, académico e pastoral se tenha desenvolvido, sempre o coração lhe pende para o melhor tesouro da sua devoção: o Crato, a sua Casa Museu e a sua Santa Casa da Misericórdia.Padre Belo, um exemplo e um testemunho feitos de verdade e de fé, e de muito amor à sua terra.

Exposições promovidas pela Santa Casa da Misericórdia do Crato

No período que antecedeu a formalização da doação da Casa Museu por parte do Reverendo Padre Belo à Santa Casa da Misericórdia, foram apresentadas as seguintes exposições com o objectivo de promover o seu espólio.

“Santo António – 800 anos”
Biblioteca Municipal do Crato – Outubro de 1995
Misericórdia de Abrantes – Junho de 1996

“Nossa Senhora da Conceição – 350 anos”
Palácio Sá Nogueira –Crato
Dezembro de 1997

“O Menino Jesus está Partido”
Museu do Café – Campo Maior
Janeiro de 1998

“O Natal e a Criança”
Presidência da República
Palácio de Belém - Lisboa
Janeiro de 1998

“Maria – Nossa Senhora da Nazaré”
Confraria N. S. da Nazaré
Setembro de 1998

“Jesus, O Menino o Menino do Presépio”
Museu Municipal do Crato
Janeiro de 1999

“Paixão, Morte e Ressurreição”
Hospital de São José - Lisboa
Museu Municipal do Crato
Março/Abril de 2000

“Maio, Mês de Maria”
Hospital de Santa Marta – Lisboa
Maio de 2000

Grande Exposição do Jubileu
“Cristo, Ontem, Hoje, Sempre”
Museu Municipal do Crato
Dezembro de 2000 a Janeiro de 2001

“Cristo, Ontem, Hoje, Sempre”
Museu do Café – Campo Maior
Dezembro de 2000 a Fevereiro de 2001


“Virgem Maria – Itinerário Mariano”
Museu de Arte Sacra - Campo Maior
Dezembro de 2000 a Fevereiro de 2001
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