Arte Sublime

Ao longo de séculos o homem sentiu necessidade de produzir obras de arte para elevação da sua espiritualidade e para seu conforto sensorial.
Apreciar os elementos da natureza e os fenómenos que esta recria constantemente, foram exercícios indispensáveis que o levaram a uma necessidade de produzir arte e de se aproximar do belo.
Em cada época, pela leitura de sinais, pela cultura do momento e pela afirmação da religiosidade, se assumiram tendências de estilo e se fizeram opções artísticas.
Este permanente desafio conduziu as civilizações a produzir objetos de arte, respeitando normalmente esta sequência de ação: Inspiração e conceção da ideia - Escolha da matéria, do suporte e da técnica - Materialização do desejo e produção da obra.
Neste contexto a obra de arte nasce pela inspiração e tornar-se-á, pela interpretação de cada um, elemento de nova inspiração
No conjunto do espólio da Casa Museu Padre Belo existem inúmeros exemplos deste exercício artístico, que nos legou obras concebidas nos mais nobres materiais com o propósito de dar Graças e Louvar o Divino.
Mas temos também peças, que tendo sido produzidas para outros fins, vão, por via da fé, ganhar essa dimensão maior que é fazer tributo através do belo e do valioso.
Na nobreza dos materiais, na beleza das formas e sobretudo na função da obra de arte, somos interpelados pela inspiração do artista e pela dimensão espiritual a que a mesma nos eleva.
A partir do nosso acervo, mostramos ao público um conjunto de peças que, pelo seu valor material, artístico e simbólico, nos transportam para a transcendência da arte.
Na observação destes objetos, belos e admiráveis, vemos o prazer da estética que o artista experimentou para se aproximar do Divino.
Numa narrativa aberta convidamos todos a apreciarem a arte e a experienciarem os sentidos do sublime.

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